Sem que nem porquê

O sono não vem. O medo de dormir e acordar com tudo igual. Se num cochilo meus olhos se grudam os meus pesadelos assombram minha mente. Nos passos insistentes dos vizinhos o ritmo das pegadas de meus próprios fantasmas.

Nunca foi. Nunca será o suficiente. Talvez o melhor, o máximo, mas nunca o bastante.

comididade emocional

No peito a constipação, uma dor latente, talvez incurável. Quem saberia?

Onde está o antidoto? Alguém poderia me oferecer algum? Um pouco? Uma gota? Qualquer tanto que bastasse pra reduzir os anseios de uma alma. Um sofrimento sem que nem porquê.

Eu não precisos deles. Eles co-existe desnecessariamente, mesmo sem existirem. Apenas pensamentos soltos, que não completam uma frase, não formam um raciocínio e nem tentam fazer sentido.

Pensamentos e sentimentos vagando sem destino. Não seguem uma estrada, não procuram um alguém. Apenas andam em círculos. Ótimo, melhor assim. Se mantenham aqui, bem de longe. Um nó na garganta, um laço na alma, uma invalidez do coração.

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